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Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Há dias maus e dias mesmo mesmo maus. E depois há aqueles que sendo péssimos, vão ficar para sempre gravados nos anais da história. Porque foi mesmo uma enrabadela a seco. Sem vaselina...

08.07.14publicado por Gato Pardo

Há dias em que um gajo não deve sair da cama.

Levanta-se, bate com a tola na cómoda, o despertador está na Rádio Amália, o cabelo parece uma afro que desafia a aerodinâmica dos carros alemães, a barba cerrada de tal maneira que só lá vai com machado.

Entra-se no carro e ele não pega. Abre-se o capot e temos lá um urso polar a dormir em cima do radiador. Apanha-se o autocarro (claro, ninguém é assim tão estúpido ao ponto de escorraçar um urso polar de dentro do capot do carro, coitado do bicho) e leva-se com uma velha e a sua história de vida (que surpreendentemente, remonta ao sec. IV numa aldeia viking) o caminho inteiro. Chega-se ao trabalho e um sacana sacou da última cápsula cinco segundos antes. Trabalha-se que nem um mouro. Almoça-se mal e porcamente.  Por alguma razão estranha, o Spotify só apanha a Rádio Amália.

E depois um gajo chega a casa e vê o jogo Brasil-Alemanha.

Fonix. Comparado com aqueles gajos, tive o melhor dia da minha vida.

Não há memória de dia tão negro há mais de 90 anos no futebol brasileiro. Por momentos, quase acreditei que o Postiga é um avançado de calibre mundial.

 

Isto é segredo...tirando que amanhã já meio mundo sabe porque tenho uma boca de broche e vou tentar fazer-te a folha...

08.07.14publicado por Gato Pardo

A sabedoria que os cabelos brancos trazem é algo inestimável.

Aprende-se a lidar com conforto ao avançar dos anos, a chegada do charme masculino à tonelada, a borrifarmo-nos para coisas que não interessam nem ao menino Jesus e last but not least, a distinguir a léguas quando as pessoas recorrem a ti apenas com o intuito de ter envolver em assuntos dos quais não desejas fazer parte.

Nunca gostei de pessoas cujo único mote na vida é meterem o bedelho onde não devem. E que não satisfeitas com isso, metem toda a gente ao redor dentro de assuntos que não lhes competem.

Ontem passei duas horas a ouvir uma pessoa falar. Posso dizer que em mais de uma década, ontem compensou por todos os anos passados. Até podia ter sido uma conversa agradável. Sobre o tempo, a economia, se devia ou não comprar acções do BES, mamas boas, enfim. Podia mas não foi. E simplesmente porque a conversa começou com um simples "vou falar contigo mas isto não pode sair daqui".

Em circunstâncias normais, essa frase para mim tem um enorme significado. Se a pessoa vai partilhar algo sobre ela mesma, o assunto nasce e morre ali. É uma questão de confiança. Agora quando a pessoa vai dissecar a vida alheia, a coisa muda de figura. É simplesmente de mau tom, isto para utilizar uma expressão suave.

Tal como disse, ouvi duas horas de monólogo em perfeito silêncio. Não me manifestei, não opinei, nada. Desde o momento que me sentei naquele café, tive a nítida sensação que qualquer coisa que dissesse, iria rebentar-me na cara a muito curto prazo.

Bastaram pouco mais de 12 horas. Foi o tempo que demorou à pessoa que foi tópico do monólogo de ontem me vir tirar satisfações. Logo eu, que não devo, não dou e não estou disponível para. Mas dei uma sugestão. Da pessoa ir ao café ( do qual sou cliente assíduo e estimado) e perguntar às pessoas que ambos conhecemos se eu estava com disposição de amena cavaqueira.

Basicamente, tentaram fazer de mim morteiro para atingir aqueles que estimo. Não recomendo. Eu até sou um gajo porreiro (quando quero). Não chateio ninguém (ocasionalmente).

Até ao dia em que deixo de ser um gajo porreiro e a incontinência verbal toma conta de mim. E eu não sou conhecido por ser uma pessoa ponderada ou moderada.